Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação na formação em EAD- UFC/UNOPAR- Avaliação de sistemas em Ead

quarta-feira, novembro 08, 2006

Então o que voce pensa???


Vou fazer uma pausa por aqui, para convidar voce a refletir sobre o papel do lider desse modelo de gestão, suas caracteristicas de perfil atitudinal, suas competencias e suas habilidades...
Nos falamos em breve!

gestão do conhecimento, compartilhar...


Pode ser determinante a consideração da proposta da gestão do conhecimento e seus conceitos, como diretriz a nortear o modelo de gestão escolhido. Isto porque um dos principais elementos desse tipo de gestão é o compartilhar dos conhecimentos já existentes e aqueles a serem desenvolvidos.

Dessa forma, para que o conhecimento possa ser compartilhado faz-se necessário mapeá-lo. Como afirma Grotto (2002), há dois tipos de conhecimento a serem compartilhados: o tácito e o explícito.
O primeiro é altamente pessoal e de difícil formalização e comunicação e o segundo é formal e sistemático, podendo ser facilmente comunicado e partilhado.

Nas instituições encontra-se o mesmo significado podendo o conhecimento incorporado nas pessoas (tácito) ou em produtos, serviços, ferramentas ou documentos (explícito).

Para colocar em prática o mapeamento do conhecimento pode-se optar pela adoção da gerência por processos e da tecnologia de workflow. Trata-se de ferramenta tecnológica ao trabalho corporativo, definido por Thives Jr. (2002) como um conjunto de ferramentas que possibilita análise próativa, compressão e automação de atividades e tarefas baseadas em informação.

A tecnologia de workflow representa a coordenação e o controle dos processos organizacionais, tornando-se um importante apoio ao modelo de gestão organizacional que se procurava.

Com a utilização dessa tecnologia é possível transformar o conhecimento tácito em explícito e reforçar os aspectos formais de comunicação e do conhecimento envolvido.

Como resultado pode-se desenvolver um modelo específico de gestão em que a soma dos saberes individuais e coletivos dá origem a uma gestão denominada colegiada, uma vez que todos os sistemas em funcionamento apresentarem-se como interdependentes, interrelacionados, além de integrados.

Nessa direção é importante ressaltar o papel do líder em uma organização do conhecimento, no caso de uma Universidade que busca aprender com seus processos, a chamada “organização aprendente” baseada nos ensinamentos de Senge (2005),
que apresenta cinco elementos ou disciplinas fundamentais na aprendizagem organizacional:

o domínio pessoal, a visão compartilhada, os modelos mentais, a aprendizagem em equipe e o pensamento sistêmico.


Concluindo, a gestão de sistemas complexos envolve a necessidade de modelos inovadores, igualmente complexos e criativos, que permitam a vazão da potencialidade e dos saberes humanos. Por meio de um conjunto interdisciplinar de abordagens, que proporcione o cruzamento e a multiplicação dos diferentes níveis de conhecimento, é que será possível interpretar a realidade em questão, assim como construí-la e reconstruí-la em sua integralidade.


DESFIADOR NÃO!

Qual modelo de gestão... gestão por processos e colegiada


Então, sera possivel apresentar um modelo de gestão inovador em uma estrutura conservadora, contribuindo para o aprendizado organizacional e seu conseqüente desenvolvimento?

A gestão por processos tem por requisito uma visão sistêmica das ações e deve promover a contínua e intensa interação e comunicação entre os atores envolvidos, sejam os alunos, tutores, professores e pessoal administrativo, permitindo o acompanhamento adequado dos processos de ensino e aprendizagem.

A gestão por processos permite uma maior integração entre os diversos sistemas, em uma visão administrativa colegiada, onde a participação das equipes em rede passa ser o ponto central para o alcance do resultado proposto e esperado.

Neste sentido, como produto da gestão por processos aplicada, uma maior eficiência e eficácia podem ser percebidas na maioria dos diferentes sistemas da estrutura organizacional.

Assim é possível perceber que o grande desafio dos gestores do ensino a distância está na busca do equilíbrio entre os diversos sistemas, tendo como base a conciliação entre o pedagógico, o administrativo e o tecnológico, todos essenciais para o sucesso do aluno no ensino a distância.

terça-feira, novembro 07, 2006

Vamos Falar de Gestão.....


Denomina-se por gestão, um processo que proporcione o desenvolvimento de atividades características de ambientes organizacionais.
Segundo Boog (1991) conceitualmente as atividades de gestão estão relacionadas em um ciclo administrativo compreendido entre o planejar, organizar, dirigir e controlar.
O planejamento envolve a definição de objetivos e estratégias a serem seguidas nos planos de ação necessários para que os resultados individuais ou coletivos sejam alcançados.
A organização baseia-se na determinação de metas, ações e tarefas a serem cumpridas como também os responsáveis por elas.
Ja direção implica em colocar em movimento os diferentes recursos e em especial as pessoas envolvidas no processo. Finalmente o controle tem por finalidade assegurar a realização do planejamento detectando e corrigindo quaisquer desvios com respeito ao plano.

Interessante perceber que um modelo de gestão inovador e moderno se faz necessário quando se fala sobre gestão do conhecimento. Porém ao olhar para o modelo de gestão universitária brasileira, nos últimos anos, pode-se perceber que a Universidade enquanto instituição caracteriza-se por um modelo organizacional tradicionalista, baseado na metáfora mecanicista (MORGAN, 1996), composto por modelos verticalizados, com forte definição hierárquica e administração burocratizada.

De forma contraditória, a universidade propõe mudanças e inovações e ao mesmo tempo, mantém seus processos internos baseados em formas de gestão rígidas e conservadoras, afirma Buarque (1994) .

Nessa direção, quando se fala em educação a distância, desenvolvida dentro de uma estrutura conservadora, sem agilidade, faz-se necessário encontrar um espaço educativo que permita a convivência entre o novo e o antigo, gerenciando as características de cada um, para a construção de um novo modelo de gestão, capaz de integrar os processos sem fragmentá-los e dividir pessoas e estruturas.

É necessário e será possível???

segunda-feira, outubro 30, 2006

Sobre material didático impresso


Recebi uma sugestão por meio de uma postagem que me indicou que ao falar de material didatico não inclui o Material didatico impresso, o que resolvi fazer nesse momento.

Segundo Sartoti e Roesler o material didatico impresso para Ead, tem dinâmicas internas específicas de redação e de estrutura. Sua estrutura e linguagem têm função de quebra da caracterisitica monológica do livro, que separa produtores de leitores.

Ou seja, na Ead, a interação entre autor e leitor é insistentemente provocada e perseguida.
Aspectos como autonomia da aprendizagem e auto estudo não devem ser esquecidos quando do planejamento do material a ser produzido.

O material didatico é parte de um contexto educativo, com uma concepção pedagogica definida e assim deve ser pensado, como mediador e facilitador da construção de conhecimentos por parte dos alunos envolvidos.

A escolha do conteúdo, sua quantidade, qualidade, a interdisciplinaridade, sua consistencia, sua seleção, coerencia, funcionalidade, a avaliação e até o projeto gráfico precisam ser pensados e trabalhados exaustivamente e de forma multidisciplinar

A forma de organização do material didatico impresso, oferece ao aluno uma metodologia de estudo.

A definição da proposta pedagogica, o publico alvo, o modelo de interação , pode ser utilizado o mapa conceitual para planejamento e organização das atividades.

domingo, outubro 29, 2006

Refletindo sobre qualidade !




" Qualidade não é obra do acaso. Resulta de intenção, esforço e competência"
( George Hebert)

texto acessado em 29/10/06 http://www.eps.ufsc.br/disserta98/roser/cap4.htm Modelo de avaliação

domingo, outubro 22, 2006

sugestões de ferramentas de avaliação : Do Aluno

Atenção : para visualizar melhor a figura, clique duas vezes sobre ela, que ela abrirá em dimensão maior , facilitando seu entendimento.

Creio que seria oportuno incluir aqui alguns exemplos de avaliação de sistemas em Ead. Então vamos ver mais de perto alguns instrumentos:
matriz de avaliação da participação do aluno
Este modelo pode ser utilizado para acompanhar e avaliar o desempenho do aluno nas diferentes atividades que podem ser propostas em cursos de Ead.
O modelo não deve ser utilizado somente com os registros quantitativos mas sempre acompanhado de registros críticos qualitativos, que nos permitam conhecer o aluno e suas especificidades, como por exemplo linha de pensamento, forma de articular idéias, linguagem, ritmo próprio, etc.
Segundo os autores da matriz, Okada e Almeida em: Avaliar é bom, avaliar faz bem devem ser feitas anotações considerando:

  • qual conhecimento foi construido e quais habilidades foram desenvolvidas?
  • qual a qualidade das interações e colaborações?
  • quais as atitudes foram adotadas?

Para registrar a participação do aluno existem propostas de tabelas que levam em consideração as diferentes atividades do curso e assim buscam seu desempenho nelas, por exemplo:

  • Atividade individual, atividade em grupo, discussão no fórum, no chat, auto avaliação.

Pode-se assinalar a frequencia e a qualidade do desempenho do aluno. como também pode ser criada uma proposta avaliativa semelhante com a da figura para cada atividade .

É bastante importante ter inúmeros olhares, não é mesmo?

Compartilhar os resultados dos instrumentos de avaliação durante o curso é importante, uma vez que pode proporcionar novas reflexões, sugestões e direcionamentos, visando desenvolver a maturidade, pensamento crítico e aprimorar a qualidade do desempenho do aluno.

Motivo ainda maior para que a avaliação seja planejada com cuidado e coerência ao projeto pedagógico do curso.

3. Sistema Tutorial


O sistema Tutorial é composto pela atuação de profissionais , organizados em procedimentos administrativos, pedagógicos e comunicacionais.
Os tutores têm função de mediação pedagógica no processo educativo em desenvolvimento.
As funções dos tutores variam conforme o desenho pedagógico do projeto em Ead, devendo estar em consonância com ele.
O tutor tem como principal função a pedagógica, no sentido de que busca o desenvolvimento de estratégias de ensino, buscando auxiliar o aluno a desenvolver e alcançar os objetivos da aprendizagem proposta. Tem função mediadora, motivacional, avaliativa, tendo papel de interlocutor.
Vamos saber um pouco mais sobre tutoria e a avaliação desse sistema. sugiro a visita a dois blogs de meus colegas de mestrado, que pesquisam sobre o assunto tutor e professor:

Ergonomia Cognitiva e Usabilidade

Acredito que seria bastante relevante falar sobre Ergonomia Cognitiva e usabilidade.
São conceitos fundamentais na construção e na avaliação dos abientes virtuais de aprendizagem, seus materiais didáticos, interatividade e o sistema tutorial previsto.
Assim incluo aqui dois textos que considerei importantes por trazerem muitas informações a respeito:

Desenvolvimento de Interfaces Ergonômicas para ambientes de ensino a distância, de Lisandra Andrade, que aborda a aplicação de critérios ergonomicos sobre ambientes de aprendizagem e sua aplicação no projeto pratico REDE para Ead de trabalhadores Rurais em Santa Catarina. http://www.abed.org.br/congresso2002/trabalhos/texto08.htm

Ergonomia, cognição e trabalho informatizado de Silvino e Sarmet, que trata da problemática da navegabilidade em aplicativos e sitios da internet, disponivel em
http://test.scielo.br/pdf/ptp/v21n2/a06v21n2.pdf

sábado, outubro 21, 2006

2. Material Didático

A seguir vamos abordar o sistema Material Didático, importante dimensão do projeto em Ead deve ser pensado de forma estratégica.
Segundo Lacerda, o material didatico tem papel primordial no contexto da relação educativa. Suas funções são inúmeras e entre elas destacamos o apoio ao esforço de mediação e de atribuição de significados por parte do professor, o auxilio na organização das intervenções pedagógicas ou o estabelecimento de um fio condutor para a construção de conhecimentos por parte dos alunos.
Qualquer que seja sua função, a elaboração ou a seleção do material didático, correspondem a um procedimento complexo de tomada de decisão com relação aos auxílios internos e externos a que recorremos como professores, para nos auxiliarem na organização do trabalho pedagógico.

Sendo estratégicamente pensado, o material didático e sua relação didática com o professor, devem "funcionar" em uníssono, articulados em torno de objetivos comuns complementando-se para otimizar interações entre o aluno e o conhecimento a ele proposto.

Como funções do material didático, temos:

  1. Proporcionar a transferência de conhecimentos
  2. facilitar a comunicação formador-aluno
  3. subsidiar a organização dos processos de ensino e aprendizagem
  4. Explicitar projeto comunicacional do formador
  5. Criar espaço para a interatividade cognitiva.

Para tanto é preciso levar em consideração as recomendações:

  • Delimitar a situação problema
  • conhecer o público-alvo
  • Formular concepção de EaD e definir o suporte a ser utilizado
  • Definir objetivos do material didático
  • Elaborar auxílios internos e externos ao material didático
  • formular atividades finais de avaliação e revisão de conteúdo
  • Adaptar linguagem e estilo e comunicação ao público alvo
  • Densenvolver material com equipe interdisciplinar

Assim há diferentes tipos de Materiais Didáticos. Vamos dar uma olhadinha neles, e na sua forma de avaliação!!

Então o que voce pensa???


Bom já falamos muito em Avaliação do desenho pedagógico e suas dimensões :
  • Concepção pedagógica e organização curricular
  • Modelo de Interatividade
  • Avaliação da Aprendizagem

Deixe nos comentários, suas considerações, sugestões, questionamentos , colaborando para a reflexão sobre tema tão importante.

Desenho Pedagógico: Avaliação da Aprendizagem

Muitas são as discussões sobre a avaliação da aprendizagem em Ead. De qualquer forma, avaliar envolve um olhar cuidadoso tanto do professor quanto do aluno, em busca e em torno de perceber a evolução de seus processos de aprendizagem, de perceber onde, quando e como ocorreu e de fazer intervenções quando necessárias ( Okada, Almeida 2006)
segundo os mesmos autores, pode-se citar alguns elementos que permitem tecer relações de qualidade do processo de ensino e aprendizagem:
  • Autonomia : aluno autônomo, sujeto ativo de seu processo.
  • Relação Teoria- prática : processo criativo de construção do conhecimento.
  • Afetividade: O sentir e o pensar, permeiam o processo de ensino e aprendizagem.
  • Dimensão individual e coletiva : Repeitar os ritmos individuais e a diversidade, como olhar o todo de que se compôem as construções, trocas e colaborações.

A interatividade, a troca, o debate, a reflexão e a produção textual devem ocorrer nesse contexto construtivo, valorativo e emancipatório.

Assim a avaliação da aprendizagem em Ead deverá ser processual, contínua, formativa e diagnóstica.

O tema Avaliação da Aprendizagem é alvo de inúmeras reflexões e pesquisa e não poderia ser diferente neste mestrado e assim, indico o blog da Gabriela, colega do mestrado para saber mais a respeito, http://gabriella-interagindo.blogspot.com/

Mas mesmo buscando consenso e unificação de critérios há diferentes olhares sobre a avaliação da aprendizagem:

1.Desenho Pedagógico: Modelo de Interação

Uma vez o curriculo concebido como campo de circulação de saberes, construídos e reconstruídos em um processo não limitado por disciplinas ou de sequências temporais, a escolha das mídias é um dos aspectos fundamentais. É através da mídia que se estabele a proposta de comunicação e portanto de interação. Segundo Sartori e Roesler, o diálogo bem planejado entre a linguagem e o conteúdo é de fundamental importância para a qualidade do curso. A especificidade de cada linguagem permite a construção da cartografia das diferentes formas de contribuição possíveis em Ead.

De forma geral o processo de comuncação dos diversos atores, envolve a interação, a troca e a colaboração entre todos, organizadas por meio de atividades síncronas e assíncronas, desenvolvidas nos diferentes materiais didáticos e ambientes.
Para saber mais sobre o tema, seria interessante visitar o blog do Mathias, colega de mestrado que está pesquisando sobre avaliação da interatividade em Ead, no endereço http://mathias.gonzalez.blog.uol.com.br/

Mas podemos caminhar mais e refletir sobre ferramentas de interação e então ver um pouco sobre as atividades síncronas que podem ser videoconferencia, bate papo ou chat.
Para saber mais sobre CHAT, vamos visitar o blog do Rangel, também colega de mestrado , que pesquisa sobre avaliação de Chats em Ead , no endereço http://arangelc.spaces.live.com/

Para saber sobre fóruns, outra ferramenta assíncrona e sua importância, consulte :
http://www2.abed.org.br/visualizaDocumento.asp?Documento_ID=31

Deixe sua contribuição.

1.Desenho Pedagogico: concepção e organização curricular

Ao falarmos sobre o Desenho Pedagógico do projeto em EAD, é preciso considerar os seguintes tópicos:
  • Projeto e concepção pedagógica - objetivos educacionais
  • Organização curricular- conteúdo
  • Modelo de interação
  • Sistema de Avaliação da Aprendizagem

No que se refere à Concepção Pedagógica, deve-se levar em consideração uma proposta metodológica que favoreça a construção do conhecimento de forma emancipadora, ou seja por meio de fundamentos filosóficos, epistemológicos e metodológicos que permitam que o aluno possa ser sujeito de seu processo educativo. Dessa forma, a organização curricular, o modelo de interação e o sistema de avaliação e os demais recusos de midia, de comunicação e informação estarão itegrados à essa concepção norteadora, que pode organizá-los de forma diferenciada, ou seja pode-se optar por uma concepção instrucional, em que o foco é a transmissão de informações, ou construcionista e, que entende a aprendizagem como processo de construção e apropriação de saberes, com base colaborativa e de significação coletiva. Dessa forma, a organziação curricular será norteada por tais concepções.

Seria bom ver o que o Ministério da Educação fala a respeito. Então vamos lá pesquisar!

http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/ReferenciaisQualidadeEAD.pdf

Como se pode ver, os programas a distância podem, portanto, apresentar diferentes desenhos e múltiplas combinações de linguagens e recursos educacionais e tecnológicos, respeitando sempre o fato de que não podem abrir mão da qualidade em todo o processo.


ENTÃO DEIXE SUA CONTRIBUIÇÃO!

quinta-feira, outubro 19, 2006

O que avaliar?

Os instrumentos de avaliação dos Sistemas em Ead, devem facilitar o registro, analise e sistematização dos inúmeros aspectos a serem observados em aprendizagem na modalidade a distância.
A visão crítica sobre o processo e suas ferramentas, pode proporcionar a necessidade e o desenvolvimento de novas dinâmicas de interação, colaboração e ainda para a produção textual.
Para se obter tais resultado podem ser utilizadas técnicas de avaliação quantitativas ou qualitativas tais como questionários, pesquisa de opinião, entrevistas estruturadas, discussões abertas, tabelas automáticas no proprio ambiente virtual, diários dos alunos, observações de todos os atores do processo, principalmente dos mediadores.
Quando se fala em EAD, não se deve perder de vista conceitos importantes como a ergonomia cognitiva, já que as TIC são fundamentais para o processo de mediação pedagógica ocorrer de forma efetiva, qualitativamente falando.

Bom, vamos então ver algumas especificidades de cada Sistema, lembrando que vou focar a gestão da aprendizagem composta por:
  • Desenho Pedagógico
  • Material didático
  • Sistema Tutoria
  • Secretaria Acadêmica

quarta-feira, outubro 18, 2006

Avaliar é bom, mas.....

Somos avaliados constantemente, e podemos dizer que sermos reconhecidos por aquilo que fazemos é uma necessidade básica para nós, uma vez que buscamos a aprovação social, mesmo concordando que em graus variados.
Assim, de uma certa forma, buscamos a avaliação e ansiamos pelo retorno , pelo seu resultado. Nesse contexto, todos já sentimos a alegria e também já sofremos a dor de ser avaliado...não é mesmo?!

Assim gostaria aqui de levantar o aspecto ético da avaliação, mesmo porque diante de tudo que já foi aqui apresentado, a complexidade da avaliação e sua não neutralidade posso dizer que Avaliar é um ato Ético. Todo vez que avalio um aluno, um funcionário, e com eles avalio meu trabalho, tenho uma postura ética. Segundo Okada e Almeida, é uma forma de estender nossos limites e experimentar novas formas de concívio e realização.

Nesse contexto é importante refletirmos sobre a avaliação como parte de um processo de aprendizagem.
Como estamos sendo valorizados? como damos valor ao que fazemos? como nos cobram as superações de nosso limites? que estímulos são dados para que reconheçamos nossas dificuldades? como são dados elementos para que as superemos? Quanto é respeitado nosso ritmo e quanto nos deixam abandonados às nossas dificuldades? Como estas variáveis interferem na valorização de nosso trabalho? Como a avaliação acontece em ambientes virtuais de aprendizagem? Há diferença entre a avaliação em ambientes virtuais e nos presenciais?
Como avaliar os diferentes sistemas de Ead?

Todas essas perguntas que nos fazemos diariamente no desenvolvimento de nosso trabalho, fazem parte de um processo reflexivo e ético sobre nossa atividade docente emancipadora.

Alguns colegas consideram o momento da avaliação trabalhoso e dificil. Para outros é momento de desafio, reflexão. Muitos alunos compartilham conosco essa visão, assim como outros acreditam que ser avaliado é somente marcar presença nas atividades, sejam elas presenciais ou a distância.
Na Ead, como a interatividade e a aprendizagem autônoma individual e colaborativa, são processos fundamentais de construção do conhecimento, faz-se necessário acompanhar de perto, de forma cuidadosa , todas as atividades desenvolvidas, seja com abordagem quantitativa quanto qualitativa.

Dessa forma, todos os sistemas, que integrados, compõem a proposta pedagógica de um projeto em Ead, devem estar organizados com o mesmo cuidado e olhar, de tal forma a proporcionar cenário e ambiente de aprendizagem adequados para o desenvolivmento e evolução e expansão de todos os atores envolvidos no processo.
Assim , os sistemas devem oferecer o desenvolvimento de um ambiente aberto, colaborativo, organizado, dialógico, favorecendo a linguagem cuidadosa e afetiva, e que seja ao mesmo tempo crítica e construtiva.
Nesse sentido, construir tais sistemas, como também avaliá-los revela-se tarefa complexa, necessária, sensível e relevante. Muitas vezes não possuimos o instrumental e metodologias para executar os processos avaliativos de forma assertiva e empática. Muitos têm a dificuldade de articular ações de auto-avaliação, avaliação individual e avaliação coletiva. Porém todos concordam que é preciso acompanhar o processo como um todo e fazer intervenções sempre que necessário.

Então o que voce pensa???


É possivel perceber que para se definir um sistema de avaliação, sua concepção, objetivos e pratica, está envolvida necessáriamente a forma e maneira pela qual quem avalia percebe e organiza o mundo e portanto está em relação com ele, incluindo-se aí as pessoas, logicamente. E você que me lê, o que pensa? Deixe seu comentário sobre. Será ótimo compartilhar um pouco mais!

domingo, outubro 15, 2006

Avaliação de sistemas em EAD



Ao se falar em avaliação, deve-se considerar tanto a avaliação do processo de ensino-aprendizagem como também a avaliação institucional, que se utilizada como ferramenta de gestão, proporciona o diagnóstico de falhas no processo oferecendo ainda a proposição de medidas corretivas, e conta com a participação dos diferentes atores que fazem o processo acontecer: alunos, docentes, coordenadores de curso, funcionarios e outros colaboradores .

Avaliação portanto, é componente de um processo e não um momento isolado de atividade. Deve ser planejada desde a concepção do projeto do curso ou programa e refletir-se na elaboração do material didático, no atendimento aos alunos pelo sistema tutorial, no desempenho da equipe de gestão, nos serviços que a instituição oferece.
A escolha da imagem, nesta postagem, foi proposital ,pois, avaliar inclui diferentes olhares sobre processos, construindo coletivamente uma teia de sentidos.

Mas vamos lá... vamos buscar definições e visões sobre avaliação suas caracteristicas , possibilidades e importância . Não será tarefa fácil, mas possível...

A avaliação nos serve para apreender o real em função de nossas crenças , de nossos valores, de nossas representações. Não há avaliação sem uma emissão de juizo de valor, embora uns acentuem mais a subjetividade e outros a objetividade, na percepção da realidade a ser avaliada.
Avaliação envolve concepções politicas, visões de mundo e portanto valores.
Segundo Dias Sobrinho, ao se falar em Avaliação há algumas palavras-chave: medida, objetivos, tomada de decisões, julgamentos de mérito ou valor, cujas ênfases correpondem aos vários momentos, paradigmas, objetivos e escolas da avaliação.
Múltiplos são os públicos a que podem destinar-se as avaliações. Podem ser definidas a partir de diferentes ângulos e lhes são atribuídos diferentes fins, funções ou propósitos.
Podem ser vistas na perspectiva de sua função ou finalidade e, então são classificadas ora como formativas, que são mais comumente internas e centradas no processo, tendo em vista a melhoria da qualidade, ora como somativas, que mais frequentemente se definem como externas e finalísticas, quase sempre levando à classificação de indivíduos, grupos ou instituições.
Podem ter uma intencionalidade educativa ou ser um instrumento de controle e modelação exercido pelo poder politico e pelas organizações coercitivas.
Podem se pretender técnicas, nêutras e objetivas, mas no fundo jamais deixam de ser também subjetivas, mergulhadas em valores e comprometidas com posições políticas.

Então, é possivel perceber que para se definir um sistema de avaliação, sua concepção, objetivos e pratica, está envolvida necessáriamente a forma e maneira pela qual quem avalia percebe e organiza o mundo e portanto está em relação com ele, incluindo-se aí as pessoas, logicamente.

Gestão da Aprendizagem em Ead



Vamos nos concentrar na Gestão da aprendizagem e os sistemas que a compõem, então vamos lá... Para ilustrar incluo o mapa conceitual de Sartori e Roesler sobre gestão da aprendizagem

Referenciais de Qualidade para cursos a distância-MEC/SESu

Os referenciais de qualidade para cursos a Distância ( Brasil 2005) são indicados pelo MEC com o objetivo de orientar as instituições , na oferta de programas em Ead , como também servem de padrão de avaliação in loco dos cursos ofertados realizada pela comissão de avaliação externa do MEC/INEP. São eles:
1. Integração com politicas, diretrizes e padrões de qualidade definidos para o ensino superior como um todo e para o curso específico.
2.Desenho do projeto
3. Equipe profissional multidisciplinar e infra-estrutura de apoio
4. Materiais educacionais
5.Comunicação entre professor e aluno
6. Avaliação da aprendizagem e avaliação insitiucional
7. Sustentabilidade financeira

http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/ReferenciaisQualidadeEAD.pdf
http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/formverifinloco-ead.pdf

A complexidade dos cursos ofertados, exigem a integração entre os diferentes setores e áreas da instituição para que sejam evitados o isolamento acadêmico e administrativo.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Gestão de Sistemas em Ead



A palavra gestão envolve o planejamento, a organização e o controle das ações decisórias necessárias para que uma organização possa atingir seus objetivos. O planejamento trata da definiçao de objetivos, recursos e atividades, estabelecendo as melhores alternativas para se alcançar as metas estabelecidas. A organização refere-se á atribuição das responsabilidades , à delegação, e à forma de relacionamento entre as pessoas. O controle compreende atividades de acompanhamento, orientação e avaliação do planejamento e da organização. O controle, corrige desvios, mede desempenhos e dessa forma busca assegurar a execução dos planos formulados pela organização e o alcance dos objetivos propostos, com eficiência e eficácia.
Na Ead a Gestão é exercida por uma equipe multidisciplinar, que atua de forma cooperativa e em rede, tendo em vista as peculiaridades presentes. Em termos gerais, a estrutura organizacional de um programa de ead é composta pelos sistemas: pedagógico, acadêmico, produção de material didático, comunicação e atendimento ao aluno, financeiro, administrativos e de pessoas, suporte técnico e informacional, pesquisa e avaliação.
Os sistemas podem ser agrupados ou subdivididos, implicando em diferentes fluxos e procedimentos.
Segundo Sartori et all tais sistemas podem ser identificados em tres grandes campos: gestão da aprendizagem ; gestão financeira e de pessoas e gestão do conhecimento

sistemas em Ead

  1. Quando olhamos para nossa experiência em sala de aula, um bom curso é aquele que nos empolga, que nos surpreende, que nos faz pensar, que nos envolve ativamente, que traz contribuições significativas e que nos põe em contato com pessoas, experiências e idéias interessantes. Às vezes, um curso promete muito, tem tudo para dar certo e nada acontece. Em contraposição, outro que parecia servir só para preencher uma lacuna, torna-se decisivo.

    Um curso considerado "bom" depende de um conjunto de fatores previsíveis e de uma "química", ou seja, de uma forma de juntar os ingredientes de um modo especial, que faz a diferença.


    A seguir, vamos apresentar, segundo Neves, quais os principais "nós" que sustentam a qualidade de um curso distância.

    1. Concepção educacional do curso.
    2. Desenho do projeto: a identidade da educação a distância
    3. Sistema de tutoria: cursos a distância têm professores, sim
    4. Sistema de Comunicação: a interação é fundamental
    5. Recursos educacionais
    6. Infra-estrutura de apoio
    7. Sistema de avaliação contínuo e abrangente


    Segundo Moran, um bom curso de educação a distância procura ter um planejamento bem elaborado, mas sem rigidez excessiva. Permite menos improvisações do que uma aula presencial, mas também deve evitar a execução totalmente hermética, sem possibilidade de mudanças, sem prever a interação dos alunos. Precisamos aprender a equilibrar o planejamento e a flexibilidade (que está ligada ao conceito de liberdade, de criatividade). Nem planejamento fechado, nem criatividade desorganizada, que vira só improvisação.
    Avançaremos mais se soubermos adaptar os programas previstos às necessidades dos alunos, criando conexões com o cotidiano, com o inesperado, se conseguirmos transformar o curso em uma comunidade viva de investigação, com atividades de pesquisa e de comunicação.
    Com a flexibilidade, procuramos adaptar-nos às diferenças individuais, respeitar os diversos ritmos de aprendizagem, integrar as diferenças locais e os contextos culturais. Com a organização, buscamos gerenciar as divergências, os tempos, os conteúdos, os custos, estabelecemos os parâmetros fundamentais.
    Um curso presencial ou um curso a distância que sejam eficientes e produtivos certamente sempre serão dispendiosos, porque envolvem a necessidade de qualidade pedagógica e tecnológica. E a qualidade não se improvisa. Ela tem um alto custo, direto ou indireto. Mas vale a pena. Só assim podemos avançar de verdade.
    Além disto, é fundamental entender que um sistema de educação a distância é, de fato, um sistema. Um sistema complexo!

    ( ufrj)

    Segundo Bielshowisck, um sistema de EAD deve contemplar algumas questões básicas:

1) Precisa apresentar objetivos claramente estabelecidos, ou seja, oferecer um projeto político/pedagógico bem definido e consistente com seus propósitos;

2) Deve utilizar um material didático impresso e, eventualmente, também em meios digitais, com conteúdo sólido e preparado para o processo de educação a distância;

3) Precisa contemplar uma solução clara para o sistema de tutoria, peça chave no sucesso de um sistema de EAD;

4) Deve dispor de plataformas tecnológicas adaptadas às necessidades da proposta e, ao mesmo tempo, de elementos tecnológicos não excludentes, do ponto de vista do acesso aos estudantes;

5) Precisa indicar uma solução física e operacional que garanta encontros presenciais e disponibilize espaços de ensino/aprendizagem (laboratórios, biblioteca, etc.) próximos ao estudante;
6) Precisa contemplar um sistema consistente de avaliação;

7) Necessita de uma equipe docente altamente qualificada, tanto do ponto de vista do conteúdo específico, quanto no que concerne a pressupostos pedagógicos, uma vez que esta equipe estará multiplicando seus conhecimentos, de forma interativa, para um número de alunos muito maior que aquele praticado pelo ensino presencial;

8) Necessita de uma infra-estrutura administrativa/operacional que garanta a eficácia de todas as complexas etapas do processo.

Enquanto em sistema de educação presencial, uma eventual falha em um dos elementos do processo pode ser reparada sem grandes prejuízos, o mesmo não ocorre no processo de Educação a Distância.
Em síntese, o sucesso de um programa de Educação Superior a Distância depende criticamente do cumprimento dos procedimentos planejados em seu projeto.


domingo, outubro 08, 2006

Educação a Distância- algumas considerações


A Educação a Distância (EaD) vem ganhando espaço na sociedade atual, envolvendo um número cada vez maior de sujeitos, gerando a necessidade de que as ações na área sejam acompanhadas de intensa reflexão. Nessa direção, o crescimento e a convergência do potencial das tecnologias da informação e da comunicação faz parte das principais discussões na área educacional, em que a EaD vem sendo apontada como um dos caminhos para a democratização do acesso a educação e ainda para suprir a demanda emergente de educação continuada, inclusive a corporativa.



Segundo Neves, a Educação a Distância não é um modismo: é parte de um amplo e contínuo processo de mudança, que inclui não só a democratização do acesso a níveis crescentes de escolaridade e atualização permanente como também a adoção de novos paradigmas educacionais, em cuja base estão os conceitos de totalidade, de aprendizagem como fenômeno pessoal e social, de formação de sujeitos autônomos, capazes de buscar, de criar, de aprender ao longo de toda a vida e de intervir no mundo em que vivem.

São características da Educação a Distância:

  1. Pode-se atender, em geral, a uma população estudantil dispersa geograficamente e, em particular, àquela que se encontra em zonas periféricas, que não dispõem das redes das instituições convencionais.
  2. Administra mecanismos de comunicação múltipla, que permitem enriquecer os recursos de aprendizagem e eliminar a dependência do ensino face a face.
  3. Favorece a possibilidade de melhorar a qualidade do ensino ao atribuir a elaboração dos materiais didáticos aos melhores especialistas.
  4. Estabelece a possibilidade de personalizar o processo de aprendizagem, para garantir uma seqüência acadêmica que responda ao ritmo do rendimento do aluno.
  5. Promove a formação de habilidades para o trabalho independente ou aprendizado autônomo e para um esforço auto-responsável pelo aluno.
  6. Formaliza vias de comunicação bidirecionais e freqüentes relações de mediação dinâmica e inovadora. O professor e o tutor, segundo Lucena (PUC-RJ) passa de um status de “provedor de conteúdo” para o de facilitador da aprendizagem.
  7. Garante a permanência do aluno em seu meio cultural e natural com o que se evitam os êxodos que incidem no desenvolvimento regional.
  8. Permite unir docentes e alunos separados pelo tempo e ou espaço por meio da mediação pedagógica com uso de tecnologias da informação e comunicação.

(Anthony Kaye e Greville Rumble)

Pode-se perceber que o desenvolvimento da Ead altera significativamente o processo comunicacional entre os diversos atores da ação educativa, fazendo surgir a necessidade de repensar o modelo pedagógico atual, levando em consideração os avanços tecnológicos, o novo perfil do profissional, a necessidade de trabalhar em grupo e de forma colaborativa. É relevante explicitar que uma das grandes questões discutidas envolve o processo de aprendizagem e é nesse contexto que se inserem as Tecnologias de Informação e Comunicação e o processo de mediação tutorial. Diria, então, Demo (1998) que pensar o sujeito na educação é considerá-lo como agente, não como espectador, mas com consciência crítica construtiva e reconstrutiva, passando necessariamente pelo esforço pessoal e coletivo de um sujeito para fazer-se sujeito, capaz de história própria.

terça-feira, outubro 03, 2006

Ao se falar em avaliação em Ead, devem ser consideradas as seguintes dimensões :

1. A avaliação da aprendizagem;
2. Avaliação da ergonomia organizacional ;
3. Avaliação do Material didático;
4. Avaliação do sistema de apoio e relação dialógica;
5. Avaliação dos diferentes sistemas que compõem a gestão em Ead;
6. A avaliação institucional, auto-avaliação;

Aqui iremos refletir sobre os diferentes aspectos da avaliação. Hoje vamos começar pela avaliação da aprendizagem:


A função nuclear da avaliação é ajudar o aluno a aprender e ao professor, ensinar (Perrenoud, 1999), determinando também quanto e em que nível os objetivos estão sendo atingidos. Para isso é necessário o uso de instrumentos e procedimentos de avaliação adequados ( Libâneo,1994)

Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação na formação em EAD- UFC/UNOPAR

Este Blog é uma atividade da disciplina de Avaliação em Ead ministrada pelo prof. Gilberto Lacerda.
Aqui serão inseridas e compartilhadas reflexões sobre a complexidade da avaliação em Ead, suas possibilidades e seus limites.
Sua participação é bem vinda, registre sua colaboração!