Mestrado em Tecnologias da Informação e Comunicação na formação em EAD- UFC/UNOPAR- Avaliação de sistemas em Ead

quarta-feira, novembro 08, 2006

gestão do conhecimento, compartilhar...


Pode ser determinante a consideração da proposta da gestão do conhecimento e seus conceitos, como diretriz a nortear o modelo de gestão escolhido. Isto porque um dos principais elementos desse tipo de gestão é o compartilhar dos conhecimentos já existentes e aqueles a serem desenvolvidos.

Dessa forma, para que o conhecimento possa ser compartilhado faz-se necessário mapeá-lo. Como afirma Grotto (2002), há dois tipos de conhecimento a serem compartilhados: o tácito e o explícito.
O primeiro é altamente pessoal e de difícil formalização e comunicação e o segundo é formal e sistemático, podendo ser facilmente comunicado e partilhado.

Nas instituições encontra-se o mesmo significado podendo o conhecimento incorporado nas pessoas (tácito) ou em produtos, serviços, ferramentas ou documentos (explícito).

Para colocar em prática o mapeamento do conhecimento pode-se optar pela adoção da gerência por processos e da tecnologia de workflow. Trata-se de ferramenta tecnológica ao trabalho corporativo, definido por Thives Jr. (2002) como um conjunto de ferramentas que possibilita análise próativa, compressão e automação de atividades e tarefas baseadas em informação.

A tecnologia de workflow representa a coordenação e o controle dos processos organizacionais, tornando-se um importante apoio ao modelo de gestão organizacional que se procurava.

Com a utilização dessa tecnologia é possível transformar o conhecimento tácito em explícito e reforçar os aspectos formais de comunicação e do conhecimento envolvido.

Como resultado pode-se desenvolver um modelo específico de gestão em que a soma dos saberes individuais e coletivos dá origem a uma gestão denominada colegiada, uma vez que todos os sistemas em funcionamento apresentarem-se como interdependentes, interrelacionados, além de integrados.

Nessa direção é importante ressaltar o papel do líder em uma organização do conhecimento, no caso de uma Universidade que busca aprender com seus processos, a chamada “organização aprendente” baseada nos ensinamentos de Senge (2005),
que apresenta cinco elementos ou disciplinas fundamentais na aprendizagem organizacional:

o domínio pessoal, a visão compartilhada, os modelos mentais, a aprendizagem em equipe e o pensamento sistêmico.


Concluindo, a gestão de sistemas complexos envolve a necessidade de modelos inovadores, igualmente complexos e criativos, que permitam a vazão da potencialidade e dos saberes humanos. Por meio de um conjunto interdisciplinar de abordagens, que proporcione o cruzamento e a multiplicação dos diferentes níveis de conhecimento, é que será possível interpretar a realidade em questão, assim como construí-la e reconstruí-la em sua integralidade.


DESFIADOR NÃO!

2 Comments:

Blogger Marcelo R. Minholi said...

Achei muito interessante esse texto Elisa, até porque, tenho trabalhado em um projeto assim no meu trabalho, voltado à Gestão do Conhecimento, Gestão Eletrônica de Documentos e Workflow.

É um tema fascinante.

5:26 PM

 
Blogger Jacque said...

Muito bom ler sobre o assunto, visto que meu mestrado está relacionado a melhoria da comunicação atores no processo de produção de material didático em EaD. Estou na fase de construção de um instrumento capaz de identificar possíveis falhas. Estou estudando duas frentes uma sobre a qualidade da informação e outra sobre avaliação da qualidade organizacional nas instituições de EaD. Se quizer contribuir, sempre é legal compartilhar conhecimento.

8:28 AM

 

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